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A chegada mágica de 2017

29 Dec

Essa semana li com uma certa descrença a coluna de uma jornalista que gosto muito. Ela falava sobre a tragédia que foi 2016 e sobre insistirmos em planos para o Ano Novo, sendo que não há mágica nenhuma na passagem de ano. Segundo ela o que você não fez durante 2016 inteiro talvez não faça em 2017, as pessoas colocam esperança em uma data simbólica, como se fosse mágica. Concordo em partes com ela, aliás não concordo em nada com ela.

Ainda que no NOVO ANO que se iniciará nos próximos dias você não dê uma volta de 180 graus na sua vida (só lembrando que são 180 graus mesmo, porque 360 você volta para o mesmo ponto), ainda que você não mude padrões de comportamento,  não encontre um novo emprego ou seja promovido, não ganhe na loteria, não tenha um ano sabático viajando pela Ásia, Europa e Oceania, ainda que você não encontre o amor da sua vida, tenha um filho ou escreva um livro, 2017 com certeza não passará em branco, simplesmente porque a vida não é rascunho, escrevemos cada capítulo da nossa história em todos os dias da nossa existência, em momentos difíceis, em outros melhores, numa conquista aqui, num tombo ali.

A mágica acontece cada  vez que caímos e recomeçamos,  cada dia que batalhamos para colocar o pão na mesa da nossa casa, que aguentamos chefe chato, colega puxa-tapete, mau humor do marido e nosso próprio mau humor, as noites sem dormir preocupados com os filhos, o pretendente que não liga no dia seguinte, os problemas familiares, o dinheiro que quase não chega no final do mês. A vida não é bela o tempo todo, nem a minha, nem a sua, por mais que as redes sociais insistam em nos enganar e gerem uma quantidade imensa de gente infeliz, que acredita só no que vê nas imagens do Instagram.

Ninguém é plenamente feliz o tempo todo, desculpe te frustrar, mas felicidade está ligada ao caminho, às suas batalhas e ao que você aprende com elas no dia a dia, e não a grande “virada de vida”  na virada do Ano Novo.

Aqui na Inglaterra as crianças aprendem a comemorar e reverenciar a chegada de cada estação do ano, cantam músicas, aprendem sobre as belezas de cada uma delas e vivem intensamente o outono, o inverno, a primavera e o verão. Eu me emociono sempre com a chegada da primavera, porque sinto que ela renova minhas energias. Se aguardo ansiosa a chegada de uma nova estação, porque não aguardaria  a chegada de 2017?

O ano que termina amanhã não foi  nada fácil para a maioria das pessoas, eu me incluo nesse grupo, para mim e minha família foi um período de conquistas, externas e internas, mas foi também um ano de perdas irreparáveis de pessoas que amamos, em um único ano perdemos dois avós.  E vejam quão difícil seria a vida, se não olhássemos para um  Novo Ano com a esperança de que melhores dias virão, para nós, nossas famílias e para o mundo.

A mágica está em acreditar que a chegada de 2017 nos trará sim alegrias e desafios que valham a pena lutar,  está também na simplicidade de ser grato por cada amanhecer  e por estarmos nos movimentando, respirando,  por estarmos vivos e saudáveis.

Temos necessidade de acreditar em ciclos, e o fechamento de um ano e a chegada de outro é sempre um ciclo que se inicia para todos. Se cairmos no inconsciente coletivo de que a vida está uma tragédia grega para todo o mundo, aí sim seremos incapazes de exercer de forma plena nossa humanidade, com todos os sentimentos que fazem parte de nós. Conservemos a ESPERANÇA de que a virada do ano nos trará bons ventos, porque se tem uma coisa capaz de nos renovar e nos impulsionar é a ESPERANÇA, essa sim é realmente mágica.

Um 2017 cheio de momentos cafeínados e felizes para cada um de vocês, e que a colheita seja diretamente proporcional a plantação. QUE NÃO FALTE SAÚDE E AMOR, bens tão preciosos que dinheiro nenhum no mundo é capaz de comprar. 

Seja bem vindo 2017!

HAPPY NEW YEAR!

Silvia Lourenço e Família Girocoffee

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EDUCANDO COM AMOR

14 Jul

Passei a manhã adiantando meu trabalho porque a tarde de quinta-feira seria só minha e dela. Equipei minha bolsa com  celular, um livro que estou buscando referências para um trabalho, roupa extra para Valentina, garrafa de água e barras de cereais.

A ideia era ir até um centro comercial que fica a uns 30 minutos da nossa casa, lá almoçaríamos, cortaríamos os cabelos, eu e ela,  compraríamos um presente para minha sobrinha, que fará 15 anos e está fazendo intercâmbio em Londres, e passaríamos 2 horas em um Parque de Diversões dentro desse shopping, enquanto ela brinca nas piscinas de bolinhas eu costumo trabalhar.

Os planos eram maravilhosos, fui buscá-la na escola e não a vi na sala, sempre que chego ela já vem correndo me abraçar.  A professora falou que ela estava lavando as mãos, também não a encontrei no banheiro, quando voltei ela estava em um canto da sala com 2 amiguinhos, eu não a tinha visto. Valentina fazia com um dos amiguinhos uma barreira com um colchãozinho e o outro, que era menor do que ela, puxou o colchão, para minha surpresa  ela levantou a mão e bateu nele.

Eu vi a cena estupefata, minha filha é uma criança doce, comunicativa, faz amizade como quem troca de roupas, nunca a vi bater em ninguém. Imediatamente ela me viu, ficou tão nervosa que não saia do lugar, sou daquelas mães que não precisam falar nada, ela vê minha sobrancelha subindo e minha cara de reprovação se formando em 2 segundos.

Ela veio até mim e começou a falar nervosa: – “Mamãe te amo”. Ela sabe que palavras doces podem apaziguar situações, mas também já aprendeu que na nossa casa palavras tem menos valor que as ações. Eu me abaixei até ela e perguntei: – Por que você bateu no amiguinho Valentina? Volte lá e peça desculpas. Ela não quis ir e começou a apertar minhas mãos, quando está irritada ela faz isso.

Eu falei que conversaríamos depois. Saímos e perguntei por que que ela fez aquilo, ela  continuava contrariada apertando minhas mãos.

“Ok Valentina então vamos cancelar o passeio no Parque, parece que você  não se comportou bem hoje.”

Ela começou a chorar, o caminho foi de chantagem emocional, manhas e nenhuma explicação do porquê bater no amiguinho. Mantive a calma, nomeei os sentimentos que provavelmente ela estava sentindo, como raiva e frustração para que ela entendesse…. ela continuou o drama que variava entre choro e um som que mais parece com rosnado de cachorro.

Voltamos para casa, essa hora ela percebeu que era sério, não íamos mesmo no Parque,  entrou chorando mas só nesse momento senti que ela estava realmente triste e “sentida”. Eu queria sumir a ter que ver aquelas “lagriminhas” caindo da minha “cachinhos dourados”.  Meu coração já estraçalhado gritava: Leva a menina no Parque, ela vai pedir desculpas, leva mãe, leva mãe. Minha cabeça dizia: Não leva não, amar é educar.

Entramos em casa e expliquei que não fomos no Parque pelo que aconteceu, que eu gostaria de entender porque ela bateu no amiguinho que parecia não ter feito nada. Ela me contou como se sentiu quando o amiguinho puxou o colchão, reconheceu estar errada, me pediu desculpas e me abraçou, expliquei o quão rude e feio é bater num amiguinho, ela disse que amanhã quando chegar na escola vai pedir desculpas.

Educar é um dos maiores desafios que um ser humano pode ter, suprir o outro de ferramentas internas para que ele cresça forte, que seja uma pessoa justa e correta,  é duro, há-de se abrir mão de muitas coisas e estar muito envolvido. Ter filho qualquer um pode ter, criar com presença  e exemplos é que não é nada fácil. Li uma frase outro dia, não sei de quem é mas dizia: “Para ensinar você não precisa TER, mas precisa SER”,  há uma complexidade imensa nessas poucas palavras, porque para SER  você também precisa ter sido suprido de recursos internos, e infelizmente nem todos são. Às vezes a pessoa precisa procurar na vida, ou em si próprio, aquilo que não recebeu em sua família de origem.

Por aqui a gente tem muito mais perguntas do que respostas,  tentamos trabalhar o tempo todo com a intuição, não existe fórmula para educar, mas existe uma vontade imensa e disposição para acertar. Estou frustrada por ter perdido a tarde de passeios com a Valentina,  mas entre uma tarde feliz e divertida com ela e a oportunidade de ensinar-lhe que tudo o que fazemos na vida, de bom e de ruim, tem consequencias, escolhi a segunda opção.

Espero não estar errada, espero como mãe  fazer jus a dádiva que é ter recebido essa filha. Espero que outros papais e mamães, às vezes tão inseguros como eu fico de vez em quando, consigam tomar as melhores atitudes, dar os melhores exemplos.

Ela come um lanchinho, e eu preparei um café duplo para mim, bem forte e amargo, para dar um tranco nessa tarde que era para ser de um jeito, e terminou de outro. Nada que a gente não possa recuperar num outro dia, o que vale a pena é não perder a lição.

A vida voa como foguete e a cada dia que passa me vejo mais aprendiz.

Sejamos felizes!

 

 

O ÚLTIMO CUPCAKE PARA O BISAVÔ

23 Jun

Londres, 23 de junho de 2016

Chove fininho lá fora,  a paisagem da janela, tão triste e bucólica, faz eco aqui dentro nós. Meus pensamentos viajam pelo tempo e me levam para uma cidade chamada Limeira, no interior de São Paulo, onde viveu por toda a vida um dos bisavós queridos da nossa Valentina, o Bibi Careca, como o chamávamos amorosamente desde que nossa filhinha nasceu.

Eu o conheço há 14 anos, meu marido teve o privilégio de conviver com seu avô por 40, e Valentina por 4. Seu Hermindo, como a maioria o chamava, trabalhou a maior parte da vida no IBGE, e nos últimos anos, articulado como sempre foi, escrevia belos textos sobre política, e nos brindava com seu olhar crítico e inteligência. Tão bom com as palavras, tinha lá dentro dele, um dom de jornalista e escritor.

Sempre fomos recebidos em sua casa com um abraço apertado e um coração cheio de carinho. Ele adorava lembrar que o Daniel é o neto mais velho e vivia contando as histórias familiares, como se pudesse reviver, através das palavras, os tempos de alegria com os netos pequenininhos. As manhãs de domingo eram reservadas para a família, manhãs regadas a vinho, queijos, cafés e boas conversas. Nós não tínhamos dia nem hora certa para aparecer, mas não importava quando íamos, eles sempre estavam de braços abertos e sempre saíamos de lá  reconfortados com tanta coisa boa que emanava daqueles corações.

Me lembro o dia que fomos apresentar a Valentina, quando ela tinha pouco mais de 2 meses, Bibi Careca e Bibi Santa se vestiram quase como se fossem a um casamento, era dia de festa eles nos disseram, meus olhos se encheram de lágrimas. São nos pequenos gestos que nos oferecem, que reconhecemos a grandeza do amor, Bibi Careca sempre nos ofereceu seu melhor.

Ontem Valentina passou a tarde preparando cupcakes para comemorar os 90 anos do bisavô, mandaríamos as fotos para mostrarem para ele hoje no hospital, não deu tempo. Ontem a noite ele nos deixou, na véspera de completar seus 90 anos.  Nosso Bibi Careca deixa a esposa Santina, 4 filhos, 9 netos e 4 bisnetos, entre eles nossa Valentina. O bisnetinho mais novo, pequeno Matteo, ele não chegou a conhecer, infelizmente.

Hoje Valentina me viu chorar e precisei explicar para ela,  pela primeira vez, que perdemos alguém que amamos, mas que o importante é saber que ele está bem, porque agora Bibi Careca virou uma estrela brilhante lá no céu, e toda vez que olharmos para cima, numa noite estrelada, saberemos que ele está lá, em algum lugar dessa imensidão, olhando por nós.

Que Papai do Céu o receba de braços abertos querido Bibi.

Obrigada por tudo, te amaremos para sempre!

Bibis no nosso casamento

Bibis no nosso casamento

 

Valentina preparando cupcakes para o aniversário de 90 anos do Bibi

 

 

TE AMAMOS MUITO BIBI! HOJE OS ANJOS TOCAM ARPAS NAS PORTAS DO CÉU PARA TE RECEBER.

 

 

MEDOS, MUITO ALÉM DE CROCODILOS

19 Jun

A frase “Eu tenho medos bobos e coragens absurdas” da Clarisse Lispector me define bem. Tenho coragem para muita coisa na vida, e pavor de algumas das coisas mais ridículas, especialmente quando se trata do mundo animal. Lagartixa,  mosquitos de todas as espécies, baratas (não precisa ser voadora), aranhas (é o que mais tem na cidade que moramos), a maioria dos animais peçonhentos, dos aracnídeos, tenho medo até daqueles patos gigantes se eles chegarem muito perto, fico achando que virão para cima de mim me bicar.

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Tentando acessar minhas mais remotas lembranças, desde que me entendo por gente sempre fui “bicho da cidade”, como diz meu marido. Nunca gostei de acampar, passei longe do grupo de escoteiros do colégio, nem na horta que minha avó tinha em casa eu gostava de entrar, tinha medo de apanhar morangos perto do muro e algum ratinho mais ligeiro me engolir, era meu pesadelo de infância.

Já adulta resolvi fazer mergulho, aquela época patética da vida que você arranja um namorado mais patético ainda e aí o cara faz alguma coisa “cool” e você acha que é legal também fazer para acompanhar.  Fiz o curso na piscina, comprei equipamento, fiz o batismo no mar, uns mergulhos em algumas partes bem legais do Brasil e meses depois, quando o namoro afundou, meu investimento de tempo e dinheiro naquele esporte lindo afundaram juntos.

Eu gostava de ver os peixes e as espécies marinhas com aquele colorido que você só encontra no fundo do mar, mas o pavor de encontrar uma moreia ou uma água viva pela frente era maior do que eu, mergulhava com medo de me machucar num ouriço ou de encontrar um tubarão….

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Em resumo, se não for cachorro e gato (alguns eu também tenho medo) ou da espécie “homo-sapiens” (fujo que nem diabo da cruz dos que parecem perigosos) eu tenho medo de praticamente quase tudo no mundo animal. Não sei quando foi que me tornei uma pessoa assim, mas sei que tem muita coisa nessa vida que me assusta bastante, mas não o suficiente para ter virado tema na análise, então  continuo caminhando normalmente como se essas quase “fobias” fossem normais.

O fato é que essa relação medrosa que eu tenho com parte do ecossistema muitas vezes interfere na forma com que  ensino minha filha a se relacionar com o mundo. Aqui na Inglaterra as crianças são incentivadas desde cedo a ter contato com a natureza. Duas vezes por semana Valentina vai para a “forest school” com os amiguinhos da escolinha, as professoras levam as crianças para a “floresta”, que na verdade é um parque, para terem contato com os bichinhos, insetos, plantas, aprenderem sobre o ciclo da vida, as cadeias alimentares etc… Valentina adora  a natureza, tem uma relação linda com as plantas, pega os bichinhos na mão e quando estamos nos aventurando em família meu marido a incentiva, e eu me seguro para não gritar: “Solta essa formiga, não chega perto desse bicho porque ele pica, machuca…”

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Vivo tentando equilibrar meus pavores mas percebo que o reflexo de tudo isso se reverte em excesso de cuidados. Recentemente fizemos uma viagem para a Espanha e fomos conhecer o parque principal da cidade que estávamos visitando, no meio do parque tinha uma lagoa linda com pequenos barcos a remo, as pessoas podiam alugá-los para fazer um passeio de meia a uma hora mais ou menos. Alugamos nosso barquinho mas antes de entrar nele já comecei a ficar apavorada:

– “E  se esse barco virar?” – eu perguntei. – “Não vira.”- respondeu meu marido. “Mas e se a Valentina levantar e nos desequilibrarmos?”- “Ela vai com colete, eu sei nadar, você sabe nadar…”. – “Mas e se tiver jacaré, e se tiver cobra, e se tiver qualquer outro bicho?”

– “Não tem nada disso, é só um lago no meio do Parque….” – meu marido respondeu.

Fiquei imóvel feito uma estátua durante todo o passeio, parada numa parte do barco tentando equilibrar o peso, quase sem respirar de medo. Daniel ria o tempo todo enquanto minha filha “valente Valentina”,  do alto dos seus 3 anos tentava remar o barquinho. Mas a grande questão da conversa é a frase do meu marido…. “Não tem nada disso, é só um lago no meio do Parque….” Quantas vezes subestimamos os “perigos” de nos cercam porque acreditamos ter tudo sob controle, qual a medida certa para deixarmos nossos filhos ter novas experiências com segurança?

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Essa semana quase tive um treco quando vi a notícia do menino que foi levado por um crocodilo na lagoa que margeia o complexo hoteleiro da Disney, na Flórida. Nem dormi direito durante aquela noite imaginando essa família perdendo seu filho numa tragédia absurda e “impensável” como essa. Cheguei a ler aqueles comentários estapafúrdios e monstruosos de que os pais tiveram culpa, tinham sido irresponsáveis pelo menino estar na beira da Lagoa etc… ainda que eles estivessem junto com a criança e que o pai tivesse tentado lutar contra o animal para salvar seu filho.

Vi vídeos na internet para entender como um crocodilo ataca, buscando compreender o incompreensível. Vi um vídeo de um crocodilo atacando um cachorro, o cão não está na água, mas nas margens do rio, ele chega de mansinho e dá uma espécie de bote, é uma questão de segundos  e o cachorro desaparece.  Eu quase entro em desespero  em pensar que isso possa ter acontecido com uma criança.

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Imagem Site Disney

Agora pensem comigo, por mais cuidadosa e medrosa que uma pessoa seja, assim como eu, quem em sã consciência vai imaginar uma cena como essa? Quem teria medo de deixar o filho colocar os pézinhos na água, estando ao lado dele? Fiz um exercício com meu marido, nós conhecemos os parques da Disney e essa Lagoa que atravessa o complexo Hoteleiro, nos perguntamos se deixaríamos nossa filhinha brincar com os pés na água e a resposta do meu marido foi: “SIM, DEIXARÍAMOS”.

Eu particularmente se estivesse sozinha com ela provavelmente não deixaria ela brincar na água, mas mais por medo de um buraco ou de outro bicho,  jamais pensaria que encontraria um crocodilo numa Lagoa dentro da Disney, ainda que a gente saiba que a Flórida é lotada deles. Mas se estivesse com meu marido, certamente me sentiria segura em deixar minha filha brincar na beira da lagoa.

Essa história serve de alerta a todos nós que gostamos de viajar, de nos aventurar com nossos filhos em nossas cidades, nossos países, ou pelo mundo: precisamos tentar sempre que possível pesquisar sobre nossos destinos, que tipo de “perigos” você pode encontrar em determinado lugar? De que forma podemos nos proteger em determinados passeios? Sem ser extremista, sem deixar de viver novas experiências, às vezes só o cuidado de passar um repelente, usar uma bota, não ficar na beira de uma lagoa ou não mergulhar em uma praia perigosa já seria o suficiente.

Cozumel - México

O que aconteceu na Disney foi uma tragédia que poderia ter sido evitada se houvesse indicação de crocodilos no local.  Existem lugares bem mais propícios a ataques de  determinados animais do que outros, a probabilidade de você se deparar com um  tubarão em águas australianas é bem maior do que em águas portuguesas, embora existam redes protetoras para evitar que tubarões cheguem nas praias da Austrália. Ser atacado por um crocodilo também é mais provável na Flórida, que calcula-se ter mais de 1 milhão de animais dessa espécie, do que na China por exemplo, que tem uma população muito pequena desse animal.

Mas também tem uma coisa que precisamos ter consciência, por mais apavorante e impactante que possa ser a história de mortes por tubarões, crocodilos, cobras, esses não são os animais que mais matam. O portal GOOD elaborou uma lista dos animais mais perigosos do mundo, com base num critério concreto: o número de mortes humanas causadas por ano. De acordo com essa lista, o animal mais perigoso do mundo é o mosquito Anopheles, responsável pela malária, que causa 725 mil mortes por ano.

Anopheles

Imagem: scientistsagainstmalaria.net

Em segundo lugar uma surpresa nada agradável: o segundo  animal que mata mais pessoas por ano no mundo é o Homem. Pois é… anualmente 475 mil pessoas são mortas por outras pessoas. Impressionante e triste, e nesse quesito o Brasil tem muitos “animais” perigosos, infelizmente.

O cachorro, o amável e melhor amigo do homem ocupa o 6º lugar da lista, com 40.000 mortes por ano, a maioria  devido à raiva. Recentemente uma grande amiga foi atacada por um cachorro, levou uma mordida enorme no pescoço, inúmeros pontos, internação e o alerta do médico: ela poderia ter morrido se a mordida tivesse atingido a aorta, teve muita sorte.

São essas histórias, que se  assemelham mais a um roteiro de filme de terror, que nos deixa de cabelos em pé: viver, mesmo que da maneira mais cuidadosa possível, é sempre uma aventura muito perigosa. Então o que nos resta é tentarmos proteger a nós e nossos pequenos e rezar, que estejamos de alguma forma protegidos nessas estradas da vida, e que os corações daqueles que perderam seus entes queridos em tragédias como a da Flórida, sejam confortados.

Veja a lista completa sobre os animais mais perigosos do mundo:

1. Mosquito Anopheles - 725.000
2. Homem - 475.000
3. Caracol de água doce - 110.000
4. Lombriga - 60.000
5. Serpente - 50.000
6. Cão - 40.000
7. Reduviidae - 12.000
8. Mosca Tsé-Tsé - 9.000
9. Ténia - 2.000
10. Crocodilo - 1.000
11. Hipopótamo - 500
12. Elefante - 100
13. Leão - 100
14. Lobo - 10
15. Tubarão - 10

Fonte: zap.aeiou.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

CAFÉ DEIXA VOCÊ MAIS BEM HUMORADO

23 Aug

Acabei de ler na Super Interessante e não dava para deixar de compartilhar com os amigos “cafeínados”:  uma pesquisa  reuniu 72 mulheres que tiveram de debater a eutanásia. Após ouvir os argumentos, todas beberam um suco com ou sem cafeína. A discussão continuou – e quem havia ingerido cafeína mudou de opinião mais rápido. Por duas razões: café deixa você mais bem-humorado e atento (se os argumentos fizerem sentido, é mais fácil mudar de ideia).

Nós nem precisávamos dessa pesquisa para ter certeza, não tem nada que nos deixa mais bem-humorados do que os momentos cafeínados da Família  Girocoffee.

Nós 3 felizes depois dos parabéns nos 3 aninhos da princesa e de um cafézinho delicioso para fechar a tarde linda no Castelo das Princesas. (Disney Paris/ Junho 2015)

Nós 3 felizes depois dos parabéns nos 3 aninhos da princesa e de um cafézinho delicioso para fechar a tarde linda no Castelo das Princesas. (Disney Paris/ Junho 2015)

Fontes:

Effects of Caffeine on Persuasion and Attitude Change: The Role of Secondary Tasks in Manipulating Systematic Message Processing. Pearl Martin. Universidade de Queensland.

DIA DOS PAIS NA INGLATERRA

21 Jun

Ela é fruto de um amor imenso, é a concretização de um sonho e do desejo dos nossos corações. Foi ELA que transformou ELE em PAI, um pai amoroso, dedicado, presente, o melhor pai que poderia existir nessa vida para a Valentina,  e ela retribui o amando de uma forma tão especial, que ouso dizer que é coisa de outras vidas, se elas existirem. Dizem as “boas línguas”, que lá no céu quando ela nasceu, havia uma conjuntura de estrelas e planetas que os uniram por toda a vida, são unha e carne, serão sempre cúmplices e grandes amigos, um amor que transcende. Ele merece tudo isso, pela dedicação, pelo amor, por ser um PAI desses com P maiúsculo.

Agradeço todos os dias aos céus por tê-lo encontrado 13 anos atrás, por nos reconhecermos e nos  escolhermos, por não desistirmos do nosso amor mesmo diante de tantos desafios, por termos desejado e planejado a chegada da Valentina e por ela ter nos escolhido como pais. Somos 3 almas unidas que caminham juntinhas e abraçadas pelas estradas dessa vida.  Bem além de laços de sangue, eles formaram nessa existência laços de coração e de alma. Obrigada Papai do Céu por esse Pai maravilhoso que o Senhor permitiu que minha filhinha tivesse, ELA o merece, ELE  a merece.

HOJE É DIA DOS PAIS AQUI NA INGLATERRA.

FELIZ DIA DOS PAIS AMOR DAS NOSSAS VIDAS, VOLTA LOGO PRA CASA PORQUE TEM MUITA COMEMORAÇÃO AQUI ESPERANDO POR VOCÊ!

PARABÉNS A TODOS OS PAPAIS QUE HONRAM E DIGNIFICAM O TÍTULO DE SER PAI!

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Vendo as vistas sempre juntos

Vendo as vistas sempre juntos

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Sempre juntinhos, remando, brincando, viajando.

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O TEMPO

11 Jun

Saudades deixou de ser uma palavra sem sentido para mim e virou o maior sentimento da minha atual realidade, saudades da família, dos amigos, de tudo aquilo que tem valor e que está do outro lado do oceano. Hoje fui convidada para fazer parte de um grupo de amigos do colégio no Facebook, formandos de 1995 e 1998…. lá se vão 20 anos num piscar de olhos. Percebi que mais difícil que ter saudades de alguém que está longe é ter saudade daquilo que não podemos mais viver, porque o que nos divide entre hoje e o ontem não é só um oceano, mas o TEMPO.

A vida e o Tempo

A vida e o Tempo

Olhei cada rosto e fiquei lembrando nomes, histórias, me perguntando porque não fiz conecções com muitas pessoas que revi naquelas fotos, e porque perdi algumas delas ao longo dos anos, do caminho, pessoas tão importantes na minha época de colégio. Tive saudades do que vivi e daquilo que não vivi também.  A vida pessoal, o trabalho muitas vezes avassalador, a busca pelo crescimento profissional, o trânsito, o cansaço… são tantas desculpas que nos damos para não dedicarmos nosso tempo ao que realmente importa.

A vida vai passando, e quase como num passe de mágica deixamos de ser aquele garotinho, garotinha do colégio, naquele tempo que éramos, ou pelo menos poderíamos ter sido tão mais felizes. Um tempo sem tantas responsabilidades, um tempo onde era possível viver só de sonhos, de festas e alegrias.

Hoje depois de dar banho na minha filhinha deitei com ela na cama, cantei muitas musiquinhas, olhamos o céu pela janela, conversamos sobre o mar, sobre o castelo onde mora a “Queen”, sobre o relógio que vimos na igreja… sem ter pressa de voltar ao computador, sem querer que ela dormisse logo para eu voltar ao trabalho que anda tão atrasado, pelo acúmulo de viagens, de afazeres, de responsabilidades. Eu quis congelar o TEMPO, naquele frame de felicidade, naquele segundo tão especial, mas tão especial que dá vontade de bater na porta de Deus com um ramo de flores na mão, um cartão de agradecimento e uma caixa de chocolates.

Cozumel - México

Vista do Mar

Rever as fotos dos amigos do colégio me fez refletir:  Por que não procurei alguns deles, por que não fui aos reencontros da turma, por que deixei que a correria do dia a dia me engolisse? O TEMPO é das coisas mais preciosas que possuímos nessa vida, dedicá-lo ao que realmente é importante é um exercício bastante complicado, muitas vezes precisamos crescer e adquirir sabedoria, ou até passar por problemas graves,  para valorizá-lo. Pergunte a alguém com uma doença sem cura ou a uma pessoa muito idosa o que ela mais deseja na vida, certamente ela responderá que gostaria de mais TEMPO.

As mudanças são para ontem, vamos tratar já de dedicar nosso precioso TEMPO ao que realmente vale a pena, ao que tem valor, ao que faz o nosso coração pulsar.

          “FOI O TEMPO QUE DEDICASTE À TUA ROSA, QUE FEZ TUA ROSA TÃO IMPORTANTE” (Pequeno Príncipe)